Sou parte do Início
Tu, o presente e o fim
Incontornáveis...
Sou quem te segue os passos,
As palavras e os gestos
Tu, quem me guia
todos os dias,
Cada momento de mim...
És um caminho de pedras soltas, num solo firme
Eu, uma encruzilhada de pensamentos
Tu, pés gastos e sujos de saber
Eu, linhas de pele que falam por si
Somos uma ponte
Entre dois estranhos mundos
Mundos?...Cada vez mais um só!
Safira
sexta-feira, 26 de setembro de 2008
segunda-feira, 2 de junho de 2008
"Queda, Queima..."
Medos
Medo de andar em frente
De partir à aventura
De explorar
De viver no limite
E cair...
Ir caindo
Inconscientes de nós
Indiferente a mim
Deixar-me cair
Até me perder no abismo
Infinita Queda...
A meio caminho
Acordo
Tomo percepção do que faço
Sinto dor
Pedra a rasgar a pele
O sol a queimar-me por dentro
Vai queimando
Não, Pára!
Abre os olhos!
Vive!...
segunda-feira, 12 de maio de 2008
"Luar"
O luar daquela noite
Olhava-me por entre as nuvens
Enquanto eu, Sozinha
Aliás, como sempre estou
O observava...
Muita gente me rodeia
Amigos, familia
mas, apenas uma
me acompanha de facto
Estando ou não, de corpo
A alma permanece ali
ao meu lado, dentro de mim...
Mas essa, fazendo já parte do eu
Como um só, não me impede,
Por mais que o deseje
De que me sinta, em momentos
Sozinha....
Ai a solidão! Bela companheira
De horas difíceis
Boa ouvinte
Que não julga
Apenas deixa ouvir,
No meio de tantos silêncios,
A voz da consciência...
Dona legítima da Razão
A lua continua a olhar-me
Mas agora de maneira diferente
Olhar condescendente
Misericordiosa
Para com a minha mortalidade
Deitada permaneço
Em silêncio...
Até que, segundos corridos
Algo me chama...
Algo não... Alguém
Olho, nada vejo
Apenas o som daquela voz
Me vai guiando
No escuro...
A passos largos
percorro aquele labirinto
de segredos
Onde me espero, um dia
Encontrar...
A mim e àquela voz
Que há muito me persegue
Doce perseguidor
Que anseio ver e tocar
Entregar-me àquele desconhecido
Que me completa...
Desconhecendo que o faz
De forma tão mágica
Tão envolvente
Safira
Olhava-me por entre as nuvens
Enquanto eu, Sozinha
Aliás, como sempre estou
O observava...
Muita gente me rodeia
Amigos, familia
mas, apenas uma
me acompanha de facto
Estando ou não, de corpo
A alma permanece ali
ao meu lado, dentro de mim...
Mas essa, fazendo já parte do eu
Como um só, não me impede,
Por mais que o deseje
De que me sinta, em momentos
Sozinha....
Ai a solidão! Bela companheira
De horas difíceis
Boa ouvinte
Que não julga
Apenas deixa ouvir,
No meio de tantos silêncios,
A voz da consciência...
Dona legítima da Razão
A lua continua a olhar-me
Mas agora de maneira diferente
Olhar condescendente
Misericordiosa
Para com a minha mortalidade
Deitada permaneço
Em silêncio...
Até que, segundos corridos
Algo me chama...
Algo não... Alguém
Olho, nada vejo
Apenas o som daquela voz
Me vai guiando
No escuro...
A passos largos
percorro aquele labirinto
de segredos
Onde me espero, um dia
Encontrar...
A mim e àquela voz
Que há muito me persegue
Doce perseguidor
Que anseio ver e tocar
Entregar-me àquele desconhecido
Que me completa...
Desconhecendo que o faz
De forma tão mágica
Tão envolvente
Safira
quarta-feira, 7 de maio de 2008
"Noite...menina"
Sentimentos perdidos
Numa névoa de desejo
Desejo que tenta acordar
Um coração já adormecido
Batidas fortes, dolorosas
Que me tentam alertar
Para um inferno escondido
Por entre rochas
Mudas...
Silêncio!
Que a noite para mim caminha
Ou melhor, avança, violenta...
Fatal
A brumas envolvem-me, quentes
Nos braços de um amante
Que não vê quem de facto sou,
Pois a noiite é tão ela própria
Escura
Triste
Fria
Cortante!
Durmo
Serena, ou apática
Indiferente...
Tento à força ignorar
Toda a podridão de mim
Todas as lágrimas cínicas
Que já fingi chorar...
Vergonhosa manipuladora
Eu mesma, tão eu...
Mas não tanto como poderia ou deveria ser...
Como quero mostrar
Mostrar a face por debaixo da máscara
A essência perdida num corpo já de outro
A alma de uma menina, pequena
Na sua grandeza de menina
Tão grande
Gloriosa pequenez!...
Safira
Numa névoa de desejo
Desejo que tenta acordar
Um coração já adormecido
Batidas fortes, dolorosas
Que me tentam alertar
Para um inferno escondido
Por entre rochas
Mudas...
Silêncio!
Que a noite para mim caminha
Ou melhor, avança, violenta...
Fatal
A brumas envolvem-me, quentes
Nos braços de um amante
Que não vê quem de facto sou,
Pois a noiite é tão ela própria
Escura
Triste
Fria
Cortante!
Durmo
Serena, ou apática
Indiferente...
Tento à força ignorar
Toda a podridão de mim
Todas as lágrimas cínicas
Que já fingi chorar...
Vergonhosa manipuladora
Eu mesma, tão eu...
Mas não tanto como poderia ou deveria ser...
Como quero mostrar
Mostrar a face por debaixo da máscara
A essência perdida num corpo já de outro
A alma de uma menina, pequena
Na sua grandeza de menina
Tão grande
Gloriosa pequenez!...
Safira
domingo, 4 de maio de 2008
"Chamamento"
Chama-me
Mas não te ouço
Pois a ternura vil
Daquela manhã
Enche-me de sonhos tristes
Chama-me
Pelo nome ou pela alma
Puxa-me para ti...
Envolve-me...
E quando a voz soa
Quente
Ferida
O tal chamamento não chega
Perde-se…
Safira
Mas não te ouço
Pois a ternura vil
Daquela manhã
Enche-me de sonhos tristes
Chama-me
Pelo nome ou pela alma
Puxa-me para ti...
Envolve-me...
E quando a voz soa
Quente
Ferida
O tal chamamento não chega
Perde-se…
Safira
"Sonhar?...P'ra Quê?"

Sonhos...
Quase todos os dias fazemos planos para o futuro ou somente para os minutos seguintes. E a verdade é que a grande maioria desses sonhos ou projectos nunca se chegam a realizar... pelo menos não da maneira que queremos.
Existem vários tipos de sonhos:
1- Aqueles em que pensamos a toda a hora;
2- Os que duram poucos segundos até serem subsituídos por algo mais "interessante";
3- Depois temos os sonhos que só pensamos concretizar num futuro ainda distante...
4- E finalmente aqueles pelos quais detestamos esperar...
Apesar de diferentes, todos os sonhos, ou quase todos, têm um sentimento em comum: a Esperança. A esperança de um futuro melhor, um futuro feito à nossa medida e à nossa maneira. O construir de uma história só nossa... Percebem?
Quanto a mim, cá vou tentando dar forma à MINHA história da melhor maneira possível.
Ser feliz? A tentar....sonhando....
Abraços
Sara Caetano
domingo, 20 de abril de 2008
Olá a todos!!! Vou ser sincera... Não sei bem cm se gere um blog ou muito menos cm se faz parecê-lo decente...
É a mais pura verdade.
Mas senti a necessidade de partilhar convosco este poema que escrevi há uma semana.
Espero que gostem...
São apenas palavras... mas valem o que valem.
Suspiros
Olhares trocados
Naquela tarde já anoitecida
Onde o vento sussurava
A união tumular de dois corações
Sorrisos pálidos,
entristecidos
De um mundo de cartas frágeis
E esquecidas de emoções
Palavras, somente elas
De tão proferidas
Se deleitaram
Ao ouvir a tal canção...
Folhas, medos e castelos de ar
Bailes fantasma
De cores garridas
Envoltas numa névoa de desejo
Corpos, não-humanos
Juntos, possantes
De lágrimas mortas
De um rio... há muito
Já seco...
Londres e a Segunda Grande Guerra
"A experiência de crianças durante a Segunda Guerra Mundial é o tema de uma nova exposição do Imperial War Museum, em Londres, que abriu portas no dia 16 de Abril de 2008. A mostra marca os 60 anos do final do conflito. As fotografias retratam as realidades do dia-a-dia, como a evacuação de cidades, os ataques aéreos, a distribuição de comida e os efeitos da guerra na escola e nas brincadeiras.
Um pouco antes de a guerra ser declarada, o governo britânico começou a evacuar um milhão de crianças para protegê-las da ameaça dos ataques aéreos em áreas urbanas. Muitas dessas crianças foram viver com pais adotivos em áreas rurais. Cerca de 16 mil foram mandadas de navio para outros países."
É de louvar iniciativas como esta, a organização de eventos... não diria saudosistas mas, se assim lhes quiserem chamar, saudosistas de intervenção...
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